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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

OS CABRAS




Se um dia me pedirem para descrever a palavra mãe, certamente tentarei encontrar uma definição em que palavras como afetividade, segurança, rancor, desilusão e misticismo possam ser colocadas em conformidade.


Todas as mães, mesmo as mais céticas, acreditam-se capazes de adivinhar quando seus filhos estão tristes, enfermos ou na companhia de pessoas nocivas. Talvez a maternidade realmente seja plena de intuição e sensações premonitórias, quem sabe as mulheres tenham herdado em sua memória genética a onisciência divina. Duvido.


Minha mãe não exprimia intuição alguma sobre a própria descendência. Extremamente religiosa, voltava todo seu amor e ódio para a adoração aos santos. Dela, jamais partira o desejo de decifrar as entrelinhas de minha alma e descobrir-me belo e feio, bom e mau, homem e dúvida. Jamais me amou a ponto de vasculhar minhas gavetas, meus pensamentos, em busca de relíquias assombrosas que a fizessem temer pela segurança de minha juventude. Para ela, eu não passava do resultado de orações diante do altar, entre a pia e o fogão da cozinha. Deus já havia revelado todos os meus mistérios, era como se nada em relação a mim precisasse ser desvendado. Mas algo havia.


Ao completar dezoito anos de idade, consegui  após muita insistência  reunir em casa meus melhores amigos a fim de comemorar meu aniversário. Fomos obrigados a comer um desgostoso bolo de fubá, cujos pedaços engolimos à custa de generosos copos de cajuína, nos quais se encontrava estampada a imagem de Nosso Senhor do Bonfim.


Após aquela ceia insossa e depois de trocadas escassas palavras, meus amigos disseram-me com o olhar que precisávamos de uma festa de verdade, com espetos, música e cerveja. Assim que nos pusemos de pé, minha mãe repreendeu-nos o gesto, exigiu que esperássemos por sua surpresa e nos pediu licença. Retornou de seu quarto com uma grande caixa nas mãos. Em seu rosto, trazia aquele mesmo sorriso que apenas esboçava quando um justo castigo caía sobre meus companheiros de futebol, que ela tanto odiava em sua incompreensível compaixão.


 É pra tu  disse-me estendendo a caixa, enquanto seus olhos ardiam de satisfação. 


Perdido, pus o pacote sobre a mesa de onde meus amigos já haviam afastado os pratos e copos. Desfiz o laço azul mal dado, recolhi a tampa e me deparei com um tecido marrom tão grosso quanto o pano de chão de nossa cozinha. Depois de retirar a peça da embalagem, estendi-a a fim de entender o propósito de meu presente: Um hábito de aspecto grosseiro, destes utilizados por pessoas que fazem voto de pobreza.


 O que é isso?  perguntei encabulado.


Mamãe pegou-me pela mão e pediu que eu sentasse. Atendi seu apelo e preparei-me para que ela explicasse que utilidade eu daria àquela vestimenta.


 Lembra quando tu caiu do caminhão do teu tio Vasco e quebrou a perna?  quis saber, visivelmente excitada.


Fiz um tremendo esforço de memória, mas a lembrança não me aflorou por completo, apesar do fato não me parecer de todo estranho.


 Tu pegou uma febre e a perna mazelada começou a afinar  continuou minha mãe ―, como paralisia infantil. Fiquei doida de agonia, fiz promessa pra São Francisco das Chagas do Canindé, mas ele não me atendeu porque na época eu tava lhe devendo uma missa e uma novena. Então eu me apeguei com Padre Cícero Romão Batista e rezei no pé de tua cama, lá na Santa Casa de Misericórdia, pedindo pra tu sarar logo. Cosme, foi batata. Em pouco tempo tu teve alta e veio embora comigo. Dentro do ônibus, no caminho de volta pra casa, enquanto tu dormia no meu colo, magrinho de dar dó, eu firmei minha promessa: Meu Padre Cícero, pela graça alcançada, prometo que ainda este mês irei até Juazeiro do Norte deixar uma foto de Cosme e parte do meu soldo, agradecendo pelo milagre. Também garanto que quando meu menino virar homem, ele vai até Juazeiro, descalço e de mortalha, pra agradecer a bênção que o senhor deu a nós. Já faz tempo que eu paguei a minha parte da promessa, Cosme. Agora é contigo.


A fim de conter o riso, dois de meus amigos esconderam com as mãos os lábios dilatados de escárnio. 


 De mortalha, mãe? E descalço?!  protestei sem muita convicção, enquanto tocava o tecido que me espinhava a vaidade.


 É, Cosme!  confirmou dando três tapinhas em minha perna  Pro Padinho vê que nós tá grato e não falhar da próxima vez que a gente pedir ajuda. E, nos último dez quilômetro, tu tem que descer do ônibus e fazer o resto do caminho a pé, junto dos romeiro.


Fabrício e Juliano, sem meios sobressalentes de conter a própria inflamação, desabaram em gargalhadas enquanto acotovelavam-se sob o olhar inquisidor de minha mãe. Antes que ela os enxotasse, rogando-lhes as terríveis pragas costumeiras, compreenderam que precisavam sair e retiraram-se acanalhados, enquanto secavam com as costas das mãos as lágrimas que lhes banhavam os rostos. Da sala de minha casa, ainda pude escutar suas risadas na rua ao entoarem o Hino de São Francisco de Assis, até suas vozes serem engolidas pela radiola de minha vizinha.


 Deixe estes dois malandros pra lá, Cosme  disse-me com cumplicidade.  Veja só o Ernando, não está rindo. Tu concorda comigo, não é, rapaz? Tua mãe é uma boa mulher... E religiosa! Sei que te deu uma santa educação.


Meu amigo meneou a cabeça afirmativamente, apesar de seus olhos gritarem o quanto desaprovava tudo aquilo.


 Então, ficamos assim, meu filho  disse mamãe ao sentenciar-me.  Dentro da caixa, tá a passagem e o endereço da capelinha onde eu deixei tua foto. Tu tem que ficar nessa casa de oração até que a missa comece. Vê se não me sai de lá antes do que foi combinado com Padre Cícero. É melhor ir tratando de se deitar que tu vai ter que pegar o ônibus das quatro horas da madrugada.


Ao dizer isto, deixou-nos a sós e foi até seu oratório acender algumas velas, pois já passava das dezoito horas. Por alguns instantes, fitei a mortalha e procurei lembrar-me de minha perna debilitada. Muito sério, Ernando tocou meu ombro e livrou-me do transe no qual eu havia imergido.


 Não vá, Cosme!  disse-me ele  Estamos no ano das Diretas Já!, é um novo tempo, estas coisas não se fazem mais. Ela vai ter que entender!


 Não posso   desisti de desistir.  Eu sou o milagre dela.


Olhei para Ernando e, antes que ele tentasse mais uma vez me impedir, estendi minha mão e cumprimentei-o, depois assisti com tristeza à sua partida. Sobre seus ombros arqueados, carregava o avesso do aspecto galhofeiro dos que de minha casa haviam saído antes dele. Ernando, o meu milagre.


Naquela noite, não consegui dormir. Deitado sobre a cama, de braço pousado em minha testa, imaginei como as pessoas me encarariam trajado de monge, descalço, coberto de vergonha e raiva. No dia seguinte, todos os meus amigos iriam de bicicleta à serra de Pacatuba, em busca de diversão no lago que fica em seu cume e que fornece água para o balneário das Andréas. Quanto a mim, seguiria ao encontro da paga por uma dívida que eu não havia contraído e dela nem sequer recordava.


Quando cheguei à Praça da Matriz, em Juazeiro do Norte, parte de meus pés havia ficado pela estrada, mas os calos já não doíam tanto, pois a cidade se encontrava repleta de pessoas trajadas como eu. Um gigantesco mercado estendia-se sobre a fé do sertanejo, manta multicolorida. Fitas com inscrições religiosas, imagens e graças a serem alcançadas eram comercializadas sem o menor pudor. Uma Meca onde o choro das crianças, a conversa das mulheres e o canto dos repentistas mesclavam-se em um único som místico, dedicado ao padre milagreiro do sertão.


Corri meus dedos sobre o endereço que mamãe havia indicado e olhei ao redor. Bodes berravam tão perdidos quanto eu naquela multidão de devedores dos santos, pensei em renunciar minha missão. Porém, como se a providência me reservasse algo, uma senhora de aspecto raquítico e escassos cabelos segurou-me pelo braço e quis saber se eu precisava de ajuda. Perguntei onde ficava a casa de oração pela qual eu procurava. Ela sorriu quase sem dentes e disse que no local não funcionava mais um ponto de ex-votos. Mesmo assim, guiou-me a meu destino.


 Essa casa que o moço percura fechô já faz tempo. Agora é isso aí...  apontou com os beiços o pobre prédio antes de receber as três moedas que depositei em sua mão.


Em um bar. Era nisto que a capelinha que minha mãe estivera anos atrás havia se tornado. Mas as instruções eram claras: Ali eu deveria permanecer até que as portas da igreja fossem abertas. 

Cabisbaixo, adentrei o pobre estabelecimento e sentei-me em um lugar discreto. Para meu desassossego, feito incômoda interrogação, todos os olhares caíram sobre mim. Corei. Após algum tempo vitimado pela curiosidade daqueles homens que não sabiam o que eu fazia ali, a moça que atendia as mesas veio em meu socorro.

 Num fique vexado, não  aquietou-me com um sorriso a jovem mulher  Todo ano algum desinfeliz entra aqui pucarro de promessa antiga. Depois qui minha santa mãe morreu, precisei fechá a capela e abrí essa bodega pra mode  o qui cumê. Mas o minino pode ficá aí que eu agaranto que ninguém aqui mexe cum tu. Tu vai querê arguma coisa?


 Um refresco  respondi evitando os seios grandes e vulgares que saltavam do justo decote. Após sair para atender meu pedido, a mulher passou por um homem que lhe aplicou uma tapa nas ancas.


 Esta diaba já gosta de um rapazola!  zombou o freguês.


Todos no bar riram do rude gracejo e puseram-se a conversar com animação. Suspirei aliviado por não ter mais a minha timidez amolada e agradeci mentalmente ao mesmo Padre Cícero com o qual eu não queria quitar meu débito.


Antes que eu tomasse o primeiro gole do refresco de tamarindo que a dona do bar havia me trazido, dois homens chegaram sem cumprimentar ninguém e se sentaram próximos a mim, como se também buscassem privacidade. O bar mais uma vez silenciou enquanto todos observavam o movimento dos tácitos clientes, como se estes também estivessem trajados de modo equivocado para aquele ambiente de palavrões e cusparadas. Todavia, ambos vestiam roupas de quem lidava com gado, tendo o gibão maltratado pelo trabalho, sem esconder o cabo das facas. Nada os diferenciava daqueles que os açoitavam com um encarar desconcertante. Eram todos sertanejos, homens do roçado.


 ― Rosa! Traz uma cerveja aqui pra nóis  gritou na direção do balcão o mais velho da dupla, maculando a mudez que se instalara.


A moça que havia me atendido foi até a mesa dos dois e serviu-lhes duas canecas até que a espuma escorresse pela borda. Bateu com certa violência a garrafa sobre a mesa e deles afastou-se sem dizer uma única palavra. Já não parecia a mesma mulher despachada que havia me trazido o refresco. Serviram-se da bebida pouco gelada e tragaram de um único gole todo o conteúdo das canecas. Olharam-se.


São matadores, pensei. São destes jagunços que os coronéis pagam para dar fim nos posseiros.


O estalido do copo que se espatifou contra uma parede fez com que eu me esquecesse dos crimes de pistolagem e olhasse na direção do balcão, onde encontrei o homem que há pouco havia brincado com a moça que me servira.


 Minino, tu é da donde?  perguntou-me ele.


 Fortaleza  respondi quase sem voz.


 E lá dá muito homi-dama?  inquiriu-me com escárnio.


Enquanto alguns riam, enrubesci envergonhado. O hábito não havia me servido de escudo. Meu segredo diante de todos. Meu segredo. Ernando.


 Deixe ele, Altamiro  interveio a moça.


 Num se meta, sinha rapariga!  ordenou o homem, antes de prosseguir em seu propósito  Tá vendo esses aí perto de tu? São baitola da maió categoria. Tu já tinha visto um zé-ruela


Apesar das gargalhadas que os depreciavam, os dois homens permaneceram silenciosos. Em suas austeridade e macheza havia primitiva dignidade. Fingiram não ouvir a ofensa a eles dirigida e continuaram a beber como se o bar estivesse vazio, como se a mofa não lhes dissesse respeito.


 Pois olhe, minino  prosseguiu o homem do balcão ―, esse mais novim aí, o Afonso, ia casá cum a minha irmã. Eu inté que fazia gosto, parecia um cabra bom, trabaiadô, direito. Mas aí um dia eu peguei ele com o Zé Arlindo, que é esse otro cabôco aí, fazendo escandilice no meio do mato. E num era imoralidade dessas qui se faz cum bicho bruto não, qui isso sim é coisa de macho. Tava era os dois de beijo na boca, feito homi e muié, se abraçano, se cherano, como nós faz cum as quenga. São uns degenerado, uns pecadô sem alma.


O homem chamado Zé Arlindo ergueu-se e ameaçou a mão sobre a faca. O outro, de nome Afonso, impediu-lhe o gesto e o convidou para que fossem embora. Mas o provocador ainda não havia se dado por satisfeito. Continuou seu despautério inflamado de ira, com lágrimas nos olhos ferozes e a mão posta sobre a faca que parecia ansiosa por livrar-se da bainha.


 Pucarro desse fela da puta qui minha irmã se matô!  descontrolou-se o ultrajador  Se inforcô pra num tê qui vê o noivo amancebado cum otro homi, viveno feito marido e muié numa casa de taipa no mêi da mata branca. Mas num é hoje qui eu  te matá não, Afonso. Hoje eu vô tirá sangue é desse otro baitola qui te disviô da natureza de sê macho!


Anestesiado pela intensa brutalidade da cena, permaneci sentado enquanto o jovem chamado Afonso arrancava de um golpe ligeiro a faca de seu parceiro e investia contra aquele que os caluniava. Ainda hoje recordo com extremo pesar o som da faca ao abrir uma fenda no peito tão moço, o corpo de Afonso tombando contra o rés-do-chão, enquanto seu assassino fugia pela porta dos fundos. Por alguns instantes, o bar ficou suspenso no ar, paralisado, onde estátuas bêbadas e sujas de roçado observavam estáticas Zé Arlindo recolher do solo empoeirado o corpo sem vida de seu companheiro. O homem não chorava, grunhia, enquanto de sua boca escorria um fio de baba espessa sobre a face de seu corajoso amante.


A praça contraiu ao deparar-se com a corpulenta silhueta do homem que carregava um corpo banhado em sangue e com uma faca cravada no peito. Zé Arlindo tombou contra as barracas e os peregrinos, assustando cabras e crianças com seu desastrado desespero. Tentei segui-lo, movido por desejo empático de partilhar com ele sua dor, pois apenas eu alcançava os sentimentos que ele nutria pelo morto amado que carregava em seus seguros braços.


Ao chegar às portas da igreja, Zé Arlindo depositou o cadáver de Afonso no chão e deitou-se a seu lado. Aos gritos, diante de uma curiosa plateia, tentou exorcizar o sofrimento que o consumia.


 Morte maldita, teu nome é Altamiro! Deus, tira essa faca do meu peito! Deus, tira essa faca do meu peito!


Não fiquei para assistir à missa. Quebrei minha promessa. Aliás, ainda hoje não sei dizer quantas coisas se quebraram naquele dia, vidas que não têm mais conserto.


Ao retornar a casa, em Fortaleza, deparei-me com meus conhecidos, que choravam em um coletivo e angustiado abraço. Padre Cícero não havia esperado muito para castigar minha falta. Ernando havia se afogado no lago. Ainda hoje não entendo como, sempre nadara tão bem, sempre me vencera nas disputas. Seu corpo esguio deslizando sobre as águas, molhado, suave. Ernando. Ernando.


O velório fora realizado em minha casa a fim de que sua mãe não levasse para o resto da vida a imagem do filho único exposto dentro de um caixão na sala do próprio lar, com algodões nas narinas e ouvidos, as mãos mortas e cruzadas sobre o peito, o rosto cinzento e vazio.


Enquanto todos lamentavam, comovidos com a precoce perda de um rapaz tão jovem e tão belo, eu apenas o observava, quase sem compreender aquele corpo inerte dentro de um ataúde ornamentado com flores e saudades. Minhas emoções permaneceram caladas como se eu ainda estivesse em Juazeiro do Norte, sentado na pobre cadeira-de-pau daquele bar que antes fora uma casa de ex-votos. Todos ainda riam de Afonso e Zé Arlindo. Afonso. Zé Arlindo. Ernando. Eu.


Em um dado momento durante as ave-marias, senti uma forte secura na boca e corri até a cozinha a fim de livrar-me do entalo  mas um copo d’água não é capaz de sarar os entojos da alma.


A reza foi interrompida pelo som de meus gritos e das imagens do oratório que, sem temer impiedosos castigos, espatifei contra as paredes, a fim de vingar-me. Toda a gente correu para a cozinha e amontoou-se a meu redor, deitado sobre os cacos dos santos, com meus pés descalços e feridos, ainda trajado como romeiro. No meio dos presentes, vislumbrei o desdenhoso rosto do homem do balcão, ameaçando cuspir-me na cara. Senti a lâmina atravessar-me carne e ossos, grunhi como bodes no abate, como um cabra derrotado pela belicosa mão do inimigo. Gritei:


 Lago maldito, teu nome é Altamiro! Mãe, tira essa água do meu peito! Mãe, tira essa água do meu peito!


Emerson Braga



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12 comentários:

dilacerante dor de ferimento na alma, corte feito à faca que não sangra porque a lâmina é de água... como imaginar isso? poético desfecho, parabéns pela narrativa, Emerson.

Emerson querido, está até difícil de escrever essas linhas pois trago meus olhos marejados. Que texto! Que carpintaria! Que imagens e personagens você criou. Parabéns amigo, tua escrita cresce a cada dia. Agora dá licença pois preciso respirar. Bj

Emerson meu caro, te sigo para onde quer que vá.
Amo essas palavras que você escreve, divinamente bem diga-se de passagem, e vejo o sentimento que coloca nelas, isso é fantástico, é viciante.
Não canso de parabenizar-te por esse trabalho maravilhoso.

Texto estonteante! Uma narrativa de beleza extraordinária, de sensibilidade ímpar. Acaba-se de ler sem fôlego e com o coração cheio de dor. Fantástico!

Como sempre, me emocionando!

Obrigado a todos pelo carinho!

Este comentário foi removido pelo autor.

Ai ai.. aquela coisa que dá sempre que leio um texto seu..
Esse eu já conhecia e não era de hoje, mas foi tão bom reler! Obrigada!!

A gente lê uma linha quase com medo da outra. Que texto! Sufoca a gente, faz a gente pensar. A emoção fica presa, querendo sair e esperando o fim. Quantas vidas destruídas, desviadas pelas falsas crenças, pela inutilidade dos preconceitos, pela obediência cega às coisas ilógicas. Muito lindo e dolorido. Uma alternância de sensações que vão da ansiedade pelo desfecho à dor finalmente permitida pelo clímax. Um texto que caminha com o leitor pela compreensão de uma vida.

Caramba! É forte demais! É lindo demais! De tão arrebatador e vivo, dá nó na garganta, estraçalha a gente por dentro. Muitos e muitos aplausos, meu extraordinário escritor!

Deliciei-me!Parabens,Emerson....
mariamar

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