O pai de Gislaine era cirurgião, um homem magro e comprido, com mãos longas e dedos finos e cabeludos, e a mãe já não era mais desde o nascimento, e nisso os mais velhos falavam - era como ela em aparência e nada puxara do progenitor, nada mesmo; e ele em silêncio concordava, e na solidão quando o sol deixava de ser perguntava se ela era mesmo sua filha, coisa que, num primeiro de abril, anos depois, concluiu - era sim, pois, só podia, a menina era feia como a sua caligrafia de médico.








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