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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sobre cascas de banana (Bananalidades)

Volmar Camargo Junior

 

O caroço

 

- Mãe, já comi essa... como é mesmo o nome?

- Banana, meu amorzinho. Agora que você já comeu, põe a casca no lixo, põe.

- Que casca? Só sobrou esse caroço molengo...

 

 

Sintonia

 

- Pode me explicar por que aquela casca de banana está pendurada na antena?

- Não te mete com o que tu não entente. Só consigo ouvir a Rádio Gaúcha desse jeito.

- Mas eu já não te disse que ela tem que ficar em cima do contador de luz? Depois tu reclama que a gente não economiza...

 

 

 

Humildade

 

- O homem verdadeiramente humilde é aquele que consegue passar sete dias apenas com uma casca de banana e dois copos d’água.

- Mestre... veja bem. Ninguém consegue sobreviver consumindo tão pouca coisa.

- Que consumir, rapaz? A água é para tomar banho.

- E a casca de banana?

- Para se esfregar, ué.

 

 

Puxa, prende e passa

 

- Meu! Dá uma tragada nisso aqui.

- [tragando] Que treco é esse, véio?

- Casca de banana torrada!

- [cuspindo] Tá doido? Tu me deu casca de banana pra fumar?

- É, mas é coisa fina, véio... Cem por cento orgânica.

 



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Volmar Camargo Junior EDITOR DE POESIA
Volmar Camargo Junior, V., nativo de Cruz Alta, ativo em Rio Grande, é poeta, vendedor de livros. professor não praticante, arquivista em formação, pai do Dimitri. Escreveu os blogs Um resto de café frio e O balcão das artes impuras. Escreve o Verbo.

todo dia 08


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