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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Brancura

Caio Rudá de Oliveira

saltando do mar celeste,
um navio que percorre
suave

um pirata que avista
a torre em cima do monte,
a proteger
o jardim de flores
da rainha distante
no trono, mandante

sem vontade,
seu povo
ao capricho do vento
que esculpe com talento
feições
e canções

ao crepúsculo,
partiu o navio ao horizonte
e com ele o pirata

também a torre ruiu
e lá se foi
o império da rainha

eram apenas nuvens.

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1 comentários:

Caaio!
Nem sabia que vc escrevia ha tanto tempo... adorei a revista.

Interessante o poema.

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