Receba Samizdat em seu e-mail

Delivered by FeedBurner

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Poemetos, de Renato Wegner de Souza

Renato Wegner de Souza
E se cantarem a primavera
Após um longo outono
Eu
Já estarei morto.
Melhor é cantar
de novo
e de novo.
Porque primavera
Não vem depois de outono.

                               
Homem não, chora

Hoje vi um homem chorando no banheiro
Me disse que não, argumentou
Primeiro era cisco
Depois que vinha gripado.
Cuspiu na pia e foi embora.
Isso foi bem engraçado!
Homem também chora, mas nunca confessa.
Eu por exemplo,
Não choro.
 

No meio do ambiente tinha um poeta

Desperdiçar
o
papel
escrevendo
uma
palavra
por
linha
é
crime
ambiental?

Renato Wegner, 19,  é estudante de Cinema na UFPel (com o curso trancado), mora atualmente em Pelotas/RS. Nunca publicou nada. Seus poemas são todos frutos de uma alegria e um otimismo mascaro estonteante.

Share


Henry Alfred Bugalho EDITOR
Curitibano, formado em Filosofia pela UFPR, com ênfase em Estética. Especialista em Literatura e História. Autor dos romances “O Canto do Peregrino”, "O Covil dos Inocentes", "O Rei dos Judeus", da novela "O Homem Pós-Histórico", e de duas coletâneas de contos. Editor da Revista SAMIZDAT e fundador da Oficina Editora. Autor do livro best-selling “Guia Nova York para Mãos-de-Vaca” e do "Nova York, Bairro a Bairro", cidade na qual morou por 4 anos, e do "Curso de Introdução à Fotografia do Cala a Boca e Clica!". Após uma temporada de um ano e meio em Buenos Aires e outra de oito meses na Itália, está baseado, atualmente, em Madri, com sua esposa Denise e Bia, sua cachorrinha.
todo dia 10