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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Pastel de Vento

Os fenômenos emergentes da fronteira imaginária que dividem emoção e razão nos levam a considerar todas as alternativas e subalternativas referentes a este paradigma. Segundo Paul Freeman, tais acontecimentos derivam de fatores extra sensoriais e não corroborariam de um método altamente qualificado e posterior a todos os estudos intrisicamente desapegados ao sistema de múltiplas variantes e constâncias.

Pesquisas comprovam que todo este maniqueísmo ultra-reflexivo referente aos auspícios osculados ao simulacro em nada pavimentarão os caminhos que levam a discernir a similaridade do que é verdadeiramente falacioso. A dialética enfronhada em casos semânticos nos levam ainda a crer que, passadas várias gerações, a postura emblemática de nossos delatores permanece inadvertidamente alterada.

Para finalizar, desejo ressaltar que o cruzamento de dados horizontalmente canalizados pelo método bifurcativo desenvolvido pelo Dr. Willian Lark em nada afetarão as pesquisas já publicadas, pois Lark desconsiderou o fator extra-primordial da causa preludiana ao fenômeno associativo em questão.

Difícil compreender não? Provavelmente pelo fato dos parágrafos acima não passarem de um amontoado de frases sem sentido, travestidas em um discurso inteligente. Trata-se apenas de um exercício na arte de ser verborrágico, de enfeitar o pavão literário, com palavras bonitas e difíceis e, em contrapartida, muito pouco ou nada dizer. Portanto cuidado com os discursos empolados. Seu conteúdo em geral é tão encorpado quanto um pastel de vento, daqueles com muita massa e quase nenhum recheio.

Em tempo: Paul Freeman e Dr. Willian Lark são figuras fictícias.

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Zulmar Lopes
Carioca, jornalista, contista e aspirante a romancista, Zulmar Lopes tem um punhado de prêmios literários, a maioria de nenhuma importância. Membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras (ACL). Roteirista do curta de animação “Chapeuzinho Adolescente”. Em 2011 lançou o livro de contos “O Cheiro da Carne Queimada”. Finalmente concluiu o maldito romance cujo pano de fundo é o carnaval carioca e está na expectativa de que alguma editora incauta se atreva a publicá-lo.
todo dia 21


3 comentários:

Eu e um amigo, uma vez, escrevemos uma crônica escolhendo palavras aleatoriamente no dicionário. Ficou na mesma 'linha de raciocínio' da sua, Zulmar.

Até hoje, a gente tira sarro um do outro, com trechos como "Você é como aqueles que têm a contumácia em benfazejar a silvícula vituália alheia".

Muito bom, Zulmar!

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