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sábado, 18 de outubro de 2008

Novas tendências

Joaquim Bispo


Ultimamente, muitas são as mulheres, das que aparecem nas televisões ou que aspiram a isso, que mandam encher os lábios com silicone ou os envenenam com Botox. Algumas exageraram ou a coisa não correu bem - pensei eu - porque ficaram com uma boca a fazer lembrar o ânus de um macaco. A comparação ouvi-a, há tempos, ao observador e provocador humorista Herman José, e reflecte na perfeição o que está a acontecer.

A explicação é muito psicanalítica mas credível. Sempre a boca do rosto foi associada à boca do corpo; os homens associam-nas, as mulheres sabem dessa associação. Daí, humedecerem a do rosto e pintarem-na, para mais se assemelhar as uns lábios vaginais receptivos.
Mas, o coito anal tem vindo a ganhar adeptos e aspirantes a praticantes. Quem de tal duvide, que faça uma revisão dos filmes pornográficos dos últimos vinte anos. Neles se percebe que a percentagem de sexo anal, em tempo de filme, tem vindo sempre a crescer.

Et voilà. As novas tendências aconselham a mudar o aspecto da boca, de vagina para ânus.
Algumas mulheres têm-no conseguido de maneira magistral.

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Joaquim Bispo
Português, reformado, ex-técnico da televisão pública, licenciado tardio em História da Arte. Alimenta um blogue antiamericano desde o assalto ao Iraque e experimenta a escrita de ficção desde 2007, com pontos altos nas oficinas virtuais da revista Samizdat, de Henry Bugalho, e da Câmara dos Deputados do Brasil, de Marco Antunes. Integra várias coletâneas resultantes de concursos literários dos dois lados do Atlântico.
todo dia 25


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